Escrever é me expor e eu não quero contar mais nada do que me acontece. Quero que pertença tudo só a mim e a mais ninguém. Estou exausta, egoísta. Cansada de entregar qualquer coisa, por ínfima que seja, de mim, a terceiros e me ver escapando por entre os dedos e me perdendo em roteiros por onde não passei e talvez nem passaria. Estou em silêncio, tentando preservar o pouco que restou de mim nos caminhos que ainda não percorri, acompanhada ou só, acho que já não importa - já me desgastei demais no desespero de tentar encontrar companhia segura, que ande a passos sincronizados e verdadeiramente companheiros. Não quero escoar o que ficou aqui, preservado, inteiro, maciço, de mim. Embora eu reconheça, que todos esses que me desgastaram também deixaram muito de si e é só por isso que ainda resisto. Mas tenho medo. Medo de continuar. A inspiração vem de algum lugar de que o medo, hoje, é padrinho. Por isso fico por aqui. Deixo você com meu suspiro. Com a minha vontade, com o meu silêncio de turbilhão. Se um silêncio vale mais que mil palavras, hoje silêncios mil valem mais que uma.
Que bicho você gostaria de ser? Uma enguia, uma moreia, uma estrela-do-mar
ou, quem sabe, um temível tubarão? No AquaRio, você pode ficar cara a cara
com...
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