Há em mim um grande medo
de encontrar, por perto,
a pessoa que entende
- e, comigo, se comove -
com tudo o que vejo.
Um grande medo de que,
mesmo ao lado dela,
este sentimento de solidão
insista ficar.
A espera é quando o coração vai de avião
e os ponteiros do relógio andam de bicicleta.
*Pedro Antônio de Oliveira*
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