Falo de ódio
por não ter alcançado ainda
a serenidade do desprezo.
Ódio porque, por seu egoísmo,
sofri mais do que o necessário.
E não sai daqui a vontade de que você sinta,
ao menos, o equivalente,
se é que se pode estimar.
Mas lembre-se:
só falo de ódio por não ter alcançado ainda
a serenidade do desprezo.
Portanto, não espere um próximo verso.
Me pergunto quantas vezes durante a vida uma pessoa é um agente duplo.
Quantas vidas é possível viver em uma. Quantas pessoas pode-se descobrir
dentro d...
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