Ela continua vendo os mesmos rostos
na multidão insuspeitável.
Estão sempre lá: nos traços,
nos gestos, nos corpos alheios.
Passados passeando no agora.
Assombrando nos tempos, nos espaços, nas gentes.
- no que foi, no que é, no que virá.
E ela só quer correr
pra eles?
com eles?
deles?
Mas paralisa-se:
medroso presente
ampliando assombroso passado.
Que teima e não passa.
Me pergunto quantas vezes durante a vida uma pessoa é um agente duplo.
Quantas vidas é possível viver em uma. Quantas pessoas pode-se descobrir
dentro d...
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